Com a implementação em período de transição da Reforma Tributária em 2026, o ecossistema corporativo brasileiro vive uma corrida contra o tempo. Segundo o estudo “Tributos no centro: caminhos para a reinvenção”, realizado pela PwC Brasil, 83% das empresas esperam um alto impacto da reforma no país.
A adequação tecnológica é uma prioridade imediata para as organizações – quase 70% delas iniciaram o diagnóstico de seus sistemas (ERP e soluções fiscais). Mas, enquanto muitos gestores focam apenas na alteração das alíquotas, um perigo silencioso reside no coração dos sistemas ERP: a qualidade dos dados mestres.
No mundo da governança de dados, existe um ditado implacável: “Garbage in, garbage out” (Lixo entra, lixo sai). No contexto da nova legislação, a máxima ganha um tom mais grave: Lixo entra, multa sai.
O gargalo do master data management (MDM)
O master data management (MDM), ou gestão de dados mestres, é o pilar que sustenta a integração de processos. Na transição tributária, ele se torna o principal gargalo. Por anos, muitas empresas negligenciaram o saneamento de seus cadastros, convivendo com duplicidades, descrições genéricas e erros de classificação.
Agora, com a unificação de impostos e a criação do CBS e IBS (Contribuição sobre Bens e Serviços e Imposto sobre Bens e Serviços), o fisco terá ferramentas de cruzamento de dados ainda mais potentes. Se o seu dado mestre está “sujo”, o cálculo do imposto será gerado incorretamente de forma automatizada, disparando alertas imediatos nos sistemas de fiscalização.
A complexidade da reclassificação de SKUs
A espinha dorsal dessa mudança está na reclassificação dos SKUs (Stock Keeping Units) – códigos alfanuméricos únicos atribuídos a cada variação de produto em um estoque. Não se trata apenas de mudar um código no sistema, mas de garantir que cada item do inventário esteja alinhado às novas regras de creditamento e incidência.
Quando falamos em itens do inventário neste novo cenário, estamos indo muito além do produto acabado na prateleira. Isso engloba:
- Matérias-primas e insumos: cuja classificação determinará se a empresa terá direito a crédito pleno de CBS e IBS.
- Bens de capital: onde o rastreio do dado mestre é vital para a recuperação de impostos sobre investimentos.
- Itens de uso e consumo: que podem ter tratamentos diferenciados dependendo da finalidade e do regime da empresa.
Historicamente, as empresas brasileiras dependem da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) para definir a tributação. No entanto, a NCM, por si só, tornou-se insuficiente. A nova reforma exige um detalhamento que a NCM muitas vezes não abrange, demandando atributos técnicos específicos — como composição química, origem do material ou destinação de uso — que hoje não constam nas bases de dados da maioria das companhias.
A função fundamental dos analistas de dados a consultores ERP
Para evitar autuações fiscais e garantir o compliance, o saneamento de dados não pode ser feito por processos puramente automatizados. Ele exige inteligência humana especializada, em funções como:
- Analistas de dados: são responsáveis por identificar inconsistências, higienizar a base e criar modelos de governança que impeçam a “recontaminação” do dado por meio de cadastros manuais errôneos.
- Consultores SAP/Oracle/TOTVS: a reforma exigirá parametrizações complexas nos grandes ERPs. Estes profissionais são fundamentais para traduzir as novas regras fiscais em configurações de sistema que garantam a integridade do fluxo de informações entre o MDM e o módulo fiscal.
Sem esse time de elite, a empresa arrisca calcular créditos de forma errônea, resultando em perdas financeiras diretas ou penalidades severas pela entrega de obrigações acessórias inconsistentes.
A Runtalent como sua parceira estratégica
O desafio é grande, mas a escassez de profissionais qualificados no mercado de tecnologia é um obstáculo adicional. É aqui que a Runtalent atua como o braço direito da sua empresa.
Através do nosso serviço de alocação de profissionais de TI, conectamos o seu negócio aos melhores analistas de dados e consultores SAP/Oracle/TOTVS do mercado. Nós entendemos que o saneamento de dados para a Reforma Tributária vai além de um projeto de TI – trata-se da necessidade de sobrevivência da organização. Não espere a primeira autuação para perceber que seus dados estão obsoletos. Garanta que sua transição seja fluida, segura e eficiente com o apoio de quem entende de talentos e tecnologia. Fale com a nossa equipe!