Tecnologia da Informação (TI) é um dos segmentos cuja taxa de turnover está entre as mais elevadas do País e do mundo. Neste momento, inclusive, com índices jamais vistos anteriormente. E isso se deve a alguns fatores: históricos, provenientes do cenário de pandemia, entre outros.

A Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom) chegou a apontar, em 2019, um déficit potencial anual de 24 mil profissionais de TI. Segundo o estudo, o número de formados chegava a 46 mil em 12 meses, enquanto a demanda estimada, entre 2019 e 2024, alcançaria aproximadamente 70 mil, também por ano. Confira o material na íntegra: Apresentação do PowerPoint (brasscom.org.br)

Porém, a situação foi ainda mais agravada pelos seguintes motivos:

  1. Abertura dos mercados: com a pandemia e o consequente trabalho remoto, muita gente está prestando serviços a organizações de outros países, que pagam em dólar ou em euro. 
  1. A crescente digitalização das empresas, que já estava elevada e ficou ainda mais acentuada com a pandemia. Com isso, aumentou a busca por mão de obra qualificada em TI.  
  1. Os problemas psicológicos que a pandemia gerou nas pessoas, fazendo com que as mesmas pudessem repensar suas prioridades, onde querem estar etc. 
  1. O fato de muitas empresas terem dificuldade com a gestão a distância, forçando a volta ao presencial. Como muitos profissionais se adaptaram totalmente ao home office, eles preferem estar em trabalhos que adotam tal cultura.  
  1. Ainda sobre a gestão a distância, existe uma outra questão: como transmitir a cultura da empresa ao colaborador? Como engajá-lo? Se esse processo não for bem-feito, nada o segura, uma vez que ele não criou qualquer vínculo.  

“Continuamos não formando profissionais de TI no volume que precisaríamos para atender o mercado brasileiro, e ainda estamos perdendo profissionais para organizações de fora do País”, pontua o Diretor de Operações da Runtalent, Gilberto Reis.

E ele completa: “estamos vivendo um momento de mercado inflacionado e incerto, que está em busca de respostas, chegando ao limite, testando novos modelos e tetos salariais, inclusive.”   

Onde as empresas estão errando?  

Muito se investe no viés tecnológico, para analisar se o profissional está sendo realmente produtivo. No entanto, é fundamental apostar no RH, para saber se o colaborador está se sentindo bem, confortável e, consequentemente, engajado. 

 

Como as organizações podem reter seus talentos de TI? 

De acordo com Reis, não tem como competir com empresas de outros países, por conta da desvalorização do Real frente ao Dólar e ao Euro. Porém, existem algumas formas de reter talentos, com base em práticas de RH e nos diferentes perfis.  

 

 

Para minimizar o turnover, as empresas podem: 

  1. Oferecer capacitação continuada à equipe. 
  2. Proporcionar um ambiente saudável, seja presencial ou virtualmente.
  3. Estabelecer limites e respeitar o horário de expediente, em prol da qualidade de vida. 
  4. Permitir o acesso de todos às lideranças.
  5. Aproximar o RH (incluindo os BPs) dos colaboradores.

“Este último item é muito importante, especialmente porque no ambiente virtual é difícil identificar se as pessoas estão bem ou não.”, reforça o Diretor de Operações.

Temos mais um material sobre como reduzir o turnover. Confira em: https://runtalent.it/squad/como-reduzir-turnover/

 

 Vale lembrar! 

A retenção de talentos depende muito das aspirações, dos valores e do momento da vida de cada profissional, incluindo a geração da qual ele faz parte. Se a prioridade dele é ganhar mais, dificilmente uma empresa brasileira conseguirá competir com uma internacional. Mas se a ideia for, por exemplo, trabalhar em um ambiente acolhedor, as companhias nacionais continuam na jogada.  

“O que podemos é aliar projetos inovadores e desafiadores à valorização do colaborador nos âmbitos profissional e pessoal, respeitando o ser humano e seus limites”, destaca.

 

É preciso colocar em prática o que se fala!      

Mesmo em um  momento tão delicado e desafiador do mercado, frente a uma pandemia e inúmeras mudanças, a Runtalent pode comemorar, pois tem o menor índice de turnover dos últimos 4 anos.  

Além dos fatores citados ao longo deste artigo, a retenção da Runtalent também está na proximidade das BPs com o time, em programas assertivos e eficientes de alocação. E, ainda, no fato de ter em sua carteira de clientes apenas empresas que compartilham os mesmos valores que os seus.  

 

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