Mesmo com o avanço da vacinação pelo mundo e, consequentemente, a volta gradativa à rotina presencial, ainda é possível observar empresas que não planejam abrir mão do trabalho remoto em seu dia a dia. É o caso da gigante varejista Amazon, que recentemente voltou atrás e não planeja mais voltar a utilizar seus escritórios a partir de janeiro de 2022, deixando a definição do trabalho presencial (ou não) nas mãos dos líderes de operações. Mas o grande ponto é: os gestores estão preparados para tomar esta decisão?

Estamos vivendo um grau de incerteza mundial. Todas as organizações estão em um processo de descoberta sobre os impactos da gestão a distância, tanto técnica como operacionalmente. Talvez seja por isso que o modelo de trabalho híbrido tem se destacado cada vez mais. Garantir que o colaborador esteja 100% engajado e satisfeito em sua jornada de trabalho é fundamental.

No trabalho remoto, além de ser mais difícil para os gestores mensurarem a produtividade das equipes, é muito mais difícil saber se os profissionais estão bem, felizes e engajados. Essa é uma das maiores preocupações do gestor nos dias atuais. Como metrificar o engajamento das equipes? Como mudar o mindset dos colaboradores para que sintam-se pertencentes e peças fundamentais nas companhias, mesmo que de forma remota? Como garantir que o colaborador que está chegando na organização atuando em modelo remoto desenvolva o senso de pertencimento, absorva a cultura e os valores da empresa de forma adequada e tenha as melhores condições possíveis para realização de suas atividades?

Por outro lado, os profissionais descobriram que trabalhar de casa gera menos custos (com alimentação e transporte, por exemplo), assim como mais tempo livre (uma vez que não é preciso ficar horas no trânsito). É cada vez mais comum profissionais de tecnologia prestando serviços para empresas sediadas em grandes centros se deslocando para regiões mais distantes, de menor custo e maior qualidade de vida. Frente a esses dois lados, o modelo híbrido ganha ainda mais força entre as opiniões.

Vale destacar que hoje o setor de tecnologia da informação é um dos mais procurados quando o assunto é trabalho remoto. Isso porque grande parte dos profissionais buscam oportunidades de emprego nas quais possam assumir suas responsabilidades diretamente de suas casas. Mesmo que valorizem o contato pessoal, as empresas precisam se adaptar a essa nova realidade, cada vez mais comum no mercado.

Vantagens do trabalho (e da gestão) a distância

Podemos elencar diversas vantagens, para os líderes e seus colaboradores, facilmente notadas por meio deste modelo de trabalho e gestão das equipes. Mas, entre os principais benefícios, destacamos:

Produtividade: não há mais tempo perdido no deslocamento para o trabalho. Os ambientes agora são as próprias casas e, com isso, de maneira geral há menos interrupções e os espaços são moldados às necessidades individuais de cada pessoa.

Flexibilidade: o controle da rotina está nas mãos de cada colaborador. Em alguns casos, os gestores flexibilizam o horário de trabalho livre, contanto que as entregas sejam realizadas e a quantidade de horas semanais previamente acordadas sejam cumpridas.

Redução de custos: com as operações fora dos escritórios, é fato que muitas despesas podem ser reduzidas. Inclusive algumas empresas optaram por converter parte delas em benefícios aos colaboradores.

Além disso, outro ponto positivo que a gestão remota proporcionou foi a quebra das barreiras da distância. Já é notável um movimento das empresas rumo à contratação de profissionais por todo o território nacional (e internacional também), ocupando cargos que antes eram destinados apenas aos profissionais locais. Essa descentralização dos escritórios aumentou o número de oportunidades no mercado de trabalho.

Principais desafios de gerir equipes remotamente

Por outro lado, também podemos listar os desafios que o gestor enfrenta ao acompanhar seus times de maneira totalmente on-line. Por isso, a autodisciplina é a chave para o sucesso (individual e coletivo) nos projetos.

Comunicação: podemos relacionar a comunicação como um grande desafio. Não pela falta dela, mas sim pelo respeito (ou a falta dele) aos horários e canais utilizados. É verdade que a barreira do horário comercial foi quebrada em certo nível, mas a organização precisa deixar claro que existem limites. Também, sempre que possível, é importante usar ferramentas audiovisuais nas conferências para que, assim, evitem mal entendidos, principalmente em assuntos prioritários e/ou críticos.

Hiperdisponibilidade: notável na rotina das pessoas, mesmo antes da pandemia, onde os líderes e gestores precisam estar atentos para tornar a comunicação menos invasiva e mais flexível, uma vez que a tendência é esta, em casa. Será muito difícil reproduzir a cultura presencial dentro das limitações do ambiente remoto, mas toda e qualquer tentativa deve ser considerada.

Engajamento da equipe: outro ponto de atenção está em implementar uma comunicação pessoal e não apenas profissional, mantendo os times integrados e engajados. Deve-se sempre pensar em como fomentar momentos de descontração entre as equipes, pois tal falta gera um afastamento e cria-se uma barreira para a gestão.

Ferramentas que auxiliam neste processo

A utilização de ferramentas é algo muito pessoal. Há quem opte pelo Trello como mecanismo para visualização organizada das demandas, ou até mesmo o ClickUp, que mantém a mesma relação de funcionalidade. O que é preciso ter em mente são as funções que cada sistema terá na rotina das equipes. Destacamos, aqui, alguns mais utilizados:

Ferramentas de videoconferência: mecanismo muito importante para realizar a gestão remota das equipes. Com ela é possível realizar reuniões, alinhamentos rápidos ou, até mesmo, um momento de descontração entre os times. Microsoft Teams, Google Meet, Skype e Zoom, por exemplo, cumprem muito bem este papel, dentro da proposta de cada empresa e desenvolvedor.

Ferramentas para troca de mensagens e informações: para assuntos mais emergenciais, quando as respostas precisam ser simultâneas, é essencial que seja definida uma plataforma para centralização desta troca de mensagens. Podemos citar: chat do Microsoft Teams, WhatsApp, Google Hangout, Skype e Discord como sistemas públicos e privados para tal finalidade.

Ferramentas para discussões em grupos: nada melhor do que fomentar um debate entre os times sobre temas específicos. Seja uma votação interna ou o recolhimento de opiniões, tal espaço deve ser livre para comentários. Uma página no website da empresa resolve muito bem essa questão.

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