Agentic AI e sistemas multiagentes: a era da autonomia

Se 2024 e 2025 foram os anos da popularização da IA generativa, 2026 marca a consolidação da Agentic AI. Não estamos mais falando apenas de prompts e respostas isoladas, mas de ecossistemas onde múltiplas inteligências artificiais colaboram, negociam e resolvem problemas de ponta a ponta sem supervisão constante.

Bem-vindo à era dos sistemas multiagentes (MAS – multi-agent systems).

O salto: da automação para a autonomia

Até pouco tempo, utilizávamos a IA como um assistente reativo: você faz uma pergunta, ela entrega uma resposta. Com a evolução para a Agentic AI, mudamos o paradigma para a proatividade.

Um “agente” de IA não apenas gera texto; ele age. Isso significa que ele pode planejar tarefas, usar ferramentas externas (como acessar seu ERP ou navegar na web) e tomar decisões para atingir um objetivo.

Quando esses agentes começam a trabalhar em conjunto, temos os sistemas multiagentes. Como exemplo, imagine uma equipe com:

  • Agente A (pesquisador): varre dados de mercado em tempo real.
  • Agente B (analista): cruza esses dados com o estoque interno da empresa.
  • Agente C (executores): redige ordens de compra e envia para aprovação humana.

Sistemas multiagentes: tendência essencial para este e os próximos anos

Segundo o Gartner, os sistemas multiagentes estão entre as 10 principais tendências tecnológicas que transformarão os próximos cinco anos. O motivo é simples: a complexidade corporativa é grande demais para uma única IA generalista.

Os principais benefícios do MAS são:

  1. Especialização: em vez de uma IA que tenta fazer tudo (e erra no detalhe), você tem especialistas em nichos (finanças, jurídico, código, logística).
  2. Escalabilidade: é mais fácil adicionar um novo agente especializado a um fluxo existente do que retreinar um modelo gigante.
  3. Resiliência: se um agente falha ou encontra um erro, o sistema pode acionar um agente de “governança” ou “recuperação” para corrigir o percurso.

O novo protagonista: o arquiteto de soluções de IA

Com tantas “mentes” digitais trabalhando juntas, surge um desafio crítico: quem orquestra essa sinfonia?

Não basta apenas contratar licenças de LLMs. As empresas agora precisam do arquiteto de soluções de IA. Este profissional é responsável por:

  • Desenhar a hierarquia: definir quais agentes reportam a quem e como a informação flui.
  • Estabelecer protocolos de comunicação: garantir que o agente de vendas entenda perfeitamente o que o agente de logística processou.
  • Segurança e governança: criar as “guardrails” (barreiras de segurança) para que a IA não tome decisões financeiras ou éticas indevidas.

Sem uma arquitetura bem pensada, o que deveria ser eficiência vira um “caos digital”.

Como a Runtalent impulsiona sua jornada MAS

A transição para sistemas multiagentes exige talentos que ainda são escassos no mercado. Encontrar profissionais que dominem frameworks como LangGraph, AutoGPT ou CrewAI, e que possuam visão estratégica de arquitetura, é o grande gargalo das empresas hoje.

A Runtalent atua justamente nessa lacuna. Como especialistas em alocação de profissionais de tecnologia, nós ajudamos sua empresa a:

  • Identificar e alocar especialistas: conectamos seu projeto a arquitetos de IA e engenheiros de machine learning prontos para desenhar sistemas multiagentes.
  • Flexibilidade operacional: seja para um projeto pontual de implementação ou para compor um squad de sustentação de IA a longo prazo.
  • Curadoria técnica: nosso processo de seleção foca em profissionais que entendem a Agentic AI como um pilar de negócios, não apenas como uma ferramenta técnica.

Conclusão

A era das IAs isoladas acabou. O futuro pertence aos sistemas que colaboram. Se a sua empresa quer sair da fase de “experimentação” e entrar na fase de “produção e escala” com IA, a arquitetura multiagente é o caminho.

Sua empresa está preparada para gerenciar uma força de trabalho digital?Neste processo, conte com a Runtalent!Fale com a nossa equipe!